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Pessoa segurando um smartphone e acessando um ecommerce b2b.

B2B e B2C: Conheça 6 diferenças entre essas plataformas.

Há quem diga que para desenvolver um Ecommerce B2B é só pegar o seu B2C e fazer um “remendinho” por cima que tá tudo certo. Errado! Os segmentos, além de serem modelos de negócios distintos, possuem funções e políticas comerciais diferentes. E, para projetos grandes, então… Só “ajustar” não vai executar da mesma maneira.

Assim, um B2B bem desenvolvido precisa desde o começo ser bem pensado para funcionar assertivamente! Entenda a diferença dois tipos de Ecommerces ao longo do texto.

B2B, B2C, B2 o quê?

Primeiro, vamos entender o que tudo isso significa: B2B vem do inglês, “business to business”, que significa “de negócios para negócios”. Já a sigla B2C, de “business to costumer”, trata-se de modelos de empresas que o destinatário de seu produto é o consumidor final.

Uma matéria da Traycorp diz que, “de acordo com um levantamento feito em 2016, 38,2% dos brasileiros têm por hábito fazer, pelo menos, uma compra online por mês. Nas tradicionais lojas físicas, essa porcentagem é um pouco menor, ficando na casa dos 30%.”

B2B e B2C são termos já conhecidos há um tempo e mesmo que parecidos, possuem significados diferentes e, por isso, preparamos uma lista comparativa com suas principais características. Confira!

1.Perfil do Cliente

O cliente de uma estratégia B2B exige um relacionamento muito mais próximo e humanizado, afinal, seu volume de compras também é bem maior. A maioria dos Ecommerces B2B possuem, ainda, um representante comercial que faz esse papel.

Existem, às vezes, uma equipe por trás do “tomador da decisão”, que também deve ser tratada zelosamente para atingir as expectativas de todos.

Geralmente já conhecem o produto e sabem o que realmente necessitam. Inclusive, são mais fiéis, pois, possivelmente, realizarão a mesma compra periodicamente.

Enquanto, os clientes das transações comerciais B2C são mais impulsivos e é mais comum comprarem em menores quantidades. Eles adquirem os produtos para seu consumo particular e também querem se sentir especiais, mesmo que a relação não seja tão estreita nesse modelo.

2.Tabela de Preços

A relação comercial com a empresa, em uma transação B2B, é quem dirá qual o valor que irá pagar pelos produtos. Ou seja, o histórico de negociações, volume de compras que geralmente efetua, sua periodicidade, dentre outros fatores, poderão ser determinantes para a empresa apresentar, quem sabe, descontos para aquele cliente mais especial.

Um Ecommerce B2B pode, então, possuir diferentes tabelas de preços para diferentes níveis de clientela. Por isso dificilmente um segmento desta linha apresentará valores sem antes realizar um login.

Já para um cliente B2C, os preços são únicos. Não existe diferenciação de valores no varejo, exceto quando se fala de frete, ponto que abordaremos a seguir.

3.Condições de Pagamento

Para as empresas efetuarem compras em Ecommerces B2B, elas precisam, inicialmente, passar por uma aprovação de cadastro. É feita uma análise de crédito, e, a partir da aprovação, o cliente poderá efetuar o pedido.

Os produtos são enviados, normalmente, antes do pagamento, que é realizado através de um boleto bancário ou transferência, podendo dividir o valor em vezes, onde serão incluídas todas as especificações tributárias, como IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), ST (Substituição Tributária), ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) e DIFAL (Diferença de Alíquotas), de acordo, ainda, com o MEI (se a empresa é contribuinte ou não) e com a classificação fiscal de cada produto. Lembrando que para cada estado existem taxas diferentes.

Ainda há a possibilidade de escolher qual a “Central de Distribuição” é mais conveniente para a logística da empresa-cliente, no caso de grandes companhias.

Em um Ecommerce B2C, o consumidor preenche um cadastro básico, escolhe o produto desejado e realiza a compra. Porém só irá receber o produto depois de efetuar o pagamento, geralmente feito por boleto bancário ou cartão de crédito.

4.Estrutura

O comércio eletrônico B2B exige um rígido controle de estoque, por isso o website deve ser constantemente atualizado. Inclusive, informar estoque de terceiros ou das Centrais de Distribuição. Existem, além disso, modelos de empresas que produzem apenas depois de feito o pedido, as chamadas “just in time”.

Os servidores devem ter alta qualidade para garantir sistemas de segurança e de contingência/duplicidade, planejados para que o site sempre fique no ar. Também é preciso desenvolver vários scripts de monitoramento para a comunicação com o cliente em qualquer horário.

A Traycorp ainda nos diz que “por fim, ainda existe a necessidade de a plataforma aceitar extensões e APIs de terceiros, capazes de realizar uma boa conexão entre a loja virtual e os outros sistemas — como ERP, CRM, pagamentos, etc.”

Nos Ecommerces B2C, a única especificação é que apenas é exibido o que se tem em estoque.

Em momentos onde precisa-se de um melhor desempenho, como na Black Friday, se faz necessário que o seu serviço de hospedagem consiga aguentar a maior demanda de usuários em tempo real navegando no site, e isso também serve para empresas B2B.

5.Envio

Existem duas modalidades que podem ser escolhidas pelo cliente na hora de receber seu produto, em uma estratégia B2B. Por CIF (“Cost, Insurance and Freight”, ou em português, “custo, seguro e frete”), onde a empresa banca todo o transporte, e por FOB (Free on Board), em que o cliente contrata uma transportadora que irá buscar seu pedido. Ele ainda deve informar previamente para a empresa qual a companhia de logística admitida.

Já na relação B2C, preço do frete é calculado segundo o CEP do consumidor e adicionado no valor da compra. Geralmente a entrega é feita via Correios.

6.Marketing

Todos os dois modelos de negócios precisam de estratégias de marketing, para gerar leads, atrair clientes, etc. E, para isso, é imprescindível ter presença na web. Além disso, as empresas tendem a apostar nas publicidades nativas em seus planos de marketing.

Por conta de muitas pessoas baixando adblocks para fugir de anúncios, é interessante para as duas modalidades patrocinarem banners fora de sistemas.

O marketing para o B2C, geralmente, acontece “de boca em boca”, mas existem técnicas recomendadas para este modelo, como apostar em posts patrocinados no Facebook, onde a maioria de sua clientela está, publicações no Instagram e no InstaStories e, para as mais modernas, seguir as tendências do Twitter.

As campanhas de marketing das B2Bs, investem nas estratégias de SEO para colocar-se nas primeiras posições das pesquisas no Google, nos anúncios do LinkedIn ou fazendo merchandisings através de artigos, sem deixar de também patrocinar posts no Facebook.

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Independente do modelo de empresa, é preciso, com toda certeza, ter uma boa presença online, fazer grandes campanhas de marketing para sempre ser lembrado e, assim, alavancar os resultados do seu negócio.

Você ainda não sabe como fazer isso? Fale com a gente! Fique por dentro dos nossos conteúdos acessando nossas redes sociais e aproveite para compartilhar nossas ideias. Até o próximo post.

Avatar Ingrid Marina T de C Rodrigues postou 29/11/2018
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